Quando eu tinha 20 anos, engravidar parecia algo tão distante quanto escalar uma montanha. Naquela época, o foco era no casamento, na carreira, nos sonhos… e em descobrir quem eu era. Hoje, aos 32 anos e casada há 14, me pego refletindo: será que quero ser mãe? Ou será que é a sociedade quem está me perguntando isso?
A chegada aos 30!
A chegada aos 30 traz mudanças significativas na vida de muitas mulheres. Estamos mais maduras, mais confiantes e, geralmente, em busca de realizações que vão além de uma lista padrão de “preciso fazer isso até certa idade”. Mas, ao mesmo tempo, a sociedade continua colocando prazos no relógio biológico das mulheres, o que muitas vezes nos faz questionar nossas verdadeiras vontades.
No meu caso, ainda estou tentando descobrir. Gosto da liberdade que tenho hoje – de viajar quando quero (quem sabe um dia realizar meu sonho de viver viajando?), de investir na minha carreira, de cuidar de mim mesma. Por outro lado, às vezes me pego pensando: “E se eu decidir ter filhos mais tarde e for tarde demais? Será que vou me arrepender?”.
Engravidar depois dos 30: realidade ou mito?
Muitos estudos mostram que, embora a fertilidade feminina diminua com o tempo, a medicina avançou muito, possibilitando que mulheres engravidem com segurança aos 30, 40 anos ou até mais. Não é mais um “agora ou nunca”. Há opções como congelamento de óvulos e tratamentos de fertilidade que podem dar mais flexibilidade às nossas escolhas.
A pressão da sociedade versus a minha vontade
Eu sei que não estou sozinha nessa. Muitas mulheres passam por isso. Sentem a pressão dos comentários de parentes e amigos:
“E os filhos, vão demorar?”
“Mas já têm 14 anos de casamento, e aí?”
Essa insistência constante pode nos fazer questionar algo que talvez nem estivesse em nossos planos para agora – ou para sempre. Afinal, a decisão de ser mãe (ou não ser) é uma escolha pessoal e única.
Reflexão para outras mulheres
Escrevo isso para compartilhar minha história, mas também para lembrar você – que talvez esteja passando pela mesma dúvida – que está tudo bem não saber ainda. Está tudo bem mudar de ideia, seja para priorizar sua carreira, investir em viagens, ou decidir ser mãe.
Aos 30, 40 ou em qualquer fase da vida, o mais importante é ouvir a si mesma, ignorar as vozes externas e fazer o que é certo para você.
E quanto a mim? Ainda não sei se ser mãe está nos meus planos. Mas uma coisa é certa: estou vivendo minha vida no meu tempo – e isso já é uma conquista.